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terça-feira
O Açucar que Faltava
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Há tanto tempo ando sem tempo.
Tendo de retroceder.
Tenho que correr pois, não posso perder
O trem que passa
E deixa o ócio pra corroer
Toda vida, toda graça.
E sem nada, sem estação alguma
Esta são minhas unhas,
Tão roídas e mordidas.
Cansando minha boca,
Distraindo minha língua
Quando estas não estão junto a suas.
Estou no quarto trancado, na sala suja...
Estou na tua mão e na tua boca úmida.
Minha blusa guarda o frio da tua rua
Em uma poça piso na lua.
Te vejo e não te falo...
Te falo, mas não te vejo...
É sempre mosaicos, pedaços
E quase nunca por inteiro.
Por isso escrevo: pra te trazer pra perto.
Mas, pessoas não são cadernos
Que se escrevem como se fossem eternos,
Mesmo assim nelas lemos
A infinidade de alguns momentos.
Pra escrever é melhor o céu
Onde eu posso redigir com mel... ou sangue
A eternidade do nosso instante.
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...................................................Rene Xavier
segunda-feira
Ostracismo
Onde estar na contra mão
É estar no sentido certo
Num certo sentido
A mão do contra
Contra sentido
Sentindo todas as contas
Que o mundo anda pedindo
Perdido no meio
De tantas vias sacras
Via sempre. Hoje nem viu
À que via se estende
Agora entende se,
Que novas vistas
Não são em vão
Vão sempre ser novas vias.
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.................................Rene Xavier
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