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terça-feira

Egos Libertos



Uma fresta.
Um fato.
Uma festa.
Um ato.
Uma faca.
Minha liberdade não esta no que eu falo,
Esta no que faço!
O meu altruísmo a mim não é bandido nem traidor.
Não me trai o meu texto.
Não subtrai o meu nexo.
Todo libertário é revolucionário...
Mas nem todo revolucionário é libertário.
Impor a liberdade não é ainda imposição?
A liberdade é mais furtada pelas palavras
Do que pelas armas.
                                     Acho melhor                                   
Agir antes
E falar depois:
Só pra não ficar preso em um discurso
Que eu nem fiz
Ou que nem queria ter feito.
O que se é tem menos a ver
Com o que se diz
Do que com se faz.
A pessoa mais importante do mundo pra você é você.
E não é assim mesmo que deveria ser?
Ora, o maior de todos os altruísmos
È senão em sua alma puro egocentrismo.
No fim:
Todo o seu agir é uma sentença,
Toda a sua fala é pura falácia,
Todo o seu pensar é de outrem.
Ser importante pra si,
Pode ser o primeiro passo
Pra se tornar dono
De si também.
Agora...
Talvez um cigarro,
Um escarro.
Um berro.
...
Um teto.
Um tédio.
Um feto.
Um feito.
Um beijo.
Num veio.
Outro berro.
.
.
.
.
.
..
.
Rene Xavier

Eqüidistante


Mas é que da ponte
Eu sou o rio
E rio chorando
A mesma piada cansada
Que me pede pra rir aquele riso de cansaço.
Dos pontos sou o traço,
E traço todos os pontos
E qualquer orifício exposto
Que seja o prelúdio pra minha introdução.
Introduzo-me em qualquer vão
Vão não é o que sou,
Quero estar dentro,
Quero estar no meio
De tudo que é distante:
Sou metade do nosso dialogo de harmonia dissonante
Sou metade do seu gozo egoísta,
Sou metade dista.